Império do Brasil · 1797 – 1826
A Mulher que Assinou a Liberdade de um Povo
Viena, 22 Jan 1797 · Rio de Janeiro, 11 Dez 1826
Antes que qualquer homem tivesse a coragem de assinar, foi Maria Leopoldina de Habsburgo-Lorena, filha do Imperador da Áustria, que tomou a pena, convocou o Conselho de Estado e, com a serenidade dos grandes, decretou o fim da sujeição de um continente inteiro.
Enquanto Pedro I galopava pelos caminhos de São Paulo, era ela quem governava no Rio de Janeiro — políglota em oito línguas, naturalista respeitada pela Academia de Ciências de Viena, diplomata de palavra firme e coração inabalável.
A história gravou o grito às margens do Ipiranga. Mas foi nas câmaras do Paço Imperial, pela mão de Leopoldina, que a independência foi forjada, selada e enviada ao mundo como verdade irrevogável.
Dominava latim, francês, italiano, espanhol, inglês, tcheco, húngaro e português. Naturalista reconhecida, conduziu expedições científicas pelo Brasil com rigor e paixão pela terra que a adotou como pátria.
Presidiu a reunião do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822. Com plena consciência do peso histórico, argumentou, convenceu e assinou — enquanto o Príncipe Regente ainda estava longe. O Brasil existia por decisão dela.
Renunciou à corte esplendorosa de Viena, ao conforto da Europa imperial, para construir uma nação a partir do nada. Amou o Brasil com a profundidade de quem escolheu uma pátria por convicção, não por nascimento.
Trouxe da Europa uma das maiores expedições científicas já realizadas. Catalogou a fauna e a flora do Brasil com olhar apaixonado. Sua coleção integrou os maiores museus do mundo. O Brasil era, para ela, um jardim de maravilhas.
Enfrentou traições, abandono e dor sem jamais trair a causa que abraçou. Mesmo nos anos finais de sofrimento pessoal, manteve a dignidade de quem sabe que seu nome pertence à eternidade, não ao momento.
Filha de Francisco I da Áustria e Marie Thérèse de Bourbon, neta de Maria Teresa, a maior imperatriz da Europa. Leopoldina carregava em suas veias séculos de realeza — e os honrou com o Brasil na alma.
Maria Leopoldina Josefa Carolina nasce no Palácio de Hofburg, filha do Imperador Francisco I. Desde a infância, demonstra excepcional inteligência e paixão pelo conhecimento da natureza.
Embarca para o Rio de Janeiro com a maior expedição científica já enviada ao Novo Mundo. Chega ao Brasil não como estrangeira — mas como quem finalmente chegou em casa.
Casa-se com o Príncipe Herdeiro Dom Pedro de Alcântara, tornando-se Princesa do Brasil. Inicia sua trajetória de dedicação absoluta à nova pátria que escolheu com o coração.
Ao lado de Dom Pedro, apoia a decisão histórica de permanecer no Brasil. Sua influência política e sua visão estratégica são determinantes para que Pedro I resista às pressões de Lisboa.
Em 2 de setembro de 1822, Leopoldina preside o Conselho de Estado, assina o decreto e escreve a carta decisiva a Dom Pedro: "A causa é justa e nela todos confiam. Separem-se neste momento." O Brasil nasce.
Falece aos 29 anos no Rio de Janeiro, deixando atrás de si uma nação livre, uma memória imortal e a certeza de que sua coragem mudou para sempre o destino de milhões de brasileiros.
Paço Imperial · Rio de Janeiro
2 de Setembro de 1822 — Às vésperas do Grito do Ipiranga
Leopoldina
Imperatriz do Brasil · Regente do Império
Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1822
"A causa é justa, e nela todos confiam.
Separem-se neste momento."
Leopoldina de Habsburgo — 2 de Setembro de 1822
Imperatriz do Brasil · Mãe da Independência · Honra Imortal